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Comissão da Verdade das Vítimas 2013/03/18

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Relação cronológica dos mortos pelas mãos de terroristas entre os anos de 1964 a 1974

Êles foram incluídos nos processos contra a Ditadura?
E os Direitos Humanos das vítimas?

Nr      Data    Nomes   Fatos
1       12/11/64        Paulo Macena

Vigia – RJ      Explosão de bomba – deixada por uma organização comunista
nunca identificada, em protesto contra a aprovação da Lei Suplicy, que
extinguiu a UNE e a UBES – no Cine Bruni Flamengo, com seis feridos
graves e 1 morto, o vigia PAULO MACENA.
2       27/03/65

Carlos Argemiro Camargo

Sargento do Exército – Paraná
Emboscada de um grupo de militantes da Força Armada de Libertação
Nacional (FALN), chefiado pelo ex-Cel EB Jeffersom Cardim de Alencar
Osorio, com o assassinato a tiros do 3º Sgt Inf EB CARLOS ARGEMIRO DE
CAMARGO da 2ª Cia Inf de Francisco Beltrão/PR, que deixou viúva
grávida de   sete meses
3       25/07/66
Edson Régis de Carvalho

Jornalista – PE)
Explosão de bomba no Aeroporto Internacional de Guararapes, com 15
feridos e 2 mortos, o jornalista EDSON REGIS DE CARVALHO e o almirante
NELSON GOMES FERNANDES.
4       25/07/66
Nelson Gomes Fernandes

Almirante – PE
Morto no mesmo atentado. Além das duas vítimas fatais ficaram feridas
17 pessoas, entre elas o então coronel do Exército Sylvio Ferreira da
Silva que, além de fraturas expostas, teve amputados quatro dedos da
mão esquerda e Sebastião Tomaz de Aquino, o Paraíba, guarda civil que
teve a perna direita amputada.

“Um dos executores do atentado, revelado pelas pesquisas e entrevistas
de Gorender, é Raimundo Gonçalves de Figueiredo, codinome CHICO, que
viria a ser morto pela Polícia Civil, em abril de 1971, já como
integrante da VAR-PALMARES”. (Nos Porões da Ditadura – de Raymundo
Negrão Torres).
5       28/09/66
Raimundo de Carvalho Andrade

Cabo PM – GO)

Em meados de 1966, eram numerosas as agitações estudantis em várias
cidades do Brasil, com numerosos incêndios suspeitos em São Paulo e
conflitos no Rio de Janeiro e na Bahia. Apesar da proibição, foi
realizado, em Belo Horizonte, o 28º Congresso da UNE, entidade que
estabeleceu a data de 22 de setembro para ser o “Dia Nacional de Luta
Contra a Ditadura”.
Tarzan de Castro (Luis, Osvaldo, Rogério, Sérgio), além de líder
estudantil em Goiânia, era um militante que, em junho de 1966, havia
liderado uma dissidência do Partido Comunista do Brasil (PC do B), que
iria formar uma das mais violentas organizações terroristas daquela
época, a Ala Vermelha. Preso na Fortaleza de Santa Cruz, em Niterói,
chegaram as falsas notícias de que ele havia morrido na prisão e de
que seu corpo chegaria no aeroporto de Goiânia à meia noite de
28/09/66, uma quarta feira.
Em protesto, estudantes, dirigidos por agitadores comunistas,
resolveram invadir e ocupar o Colégio Estadual Campinas. A diretora
solicitou policiamento. A POLÍCIA MILITAR , então, reuniu os PMs que
não faziam parte do policiamento de rua, tais como cozinheiros
burocratas, carpinteiros, etc… Por volta das 20:00 horas, quando a
“tropa”, armada com fuzis modelo 1908, com tiros de festim, chegou ao
colégio – que estava invadido – foi recebida por tiros vindos do seu
interior, ocasião em que foi atingido, mortalmente, o cabo Raimundo de
Carvalho Andrade que era o alfaiate da corporação.
A “vítima” viva, Tarzan de Castro, até recentemente destacado
empresário do ramo de armazém de estocagens de grãos, com um dos
maiores armazéns de Goiás, reivindica atualmente, como “vítima” da
Revolução de 31 de março, as seguintes indenizações:
Do governo de Pernambuco, pelo o seu envolvimento no inquérito do
chamado Movimento Julião;
Do Governo do Distrito Federal, por haver respondido a inquéritos
promovidos pelo Comando Militar do Planalto;
Do Governo de Minas Gerais, por ser a sede da Região Judiciária
Militar, para onde seguiram seus processos;Do Governo do Estado de
Goiás, através da lei estadual nº 14067/010, ao lado de inúmeras
outras pessoas catalogadas como “vítimas” da Revolução de 1964,
generosa indenização.
A vítima morta, cabo Raimundo de Carvalho Andrade, que  era o alfaiate
da Polícia Militar de Goiás, homem simples –   não especialista em
assuntos de segurança e designado pelos seus superiores para completar
uma equipe, visando a coibir os tumultos gerados pelo episódio
inverídico ligado a Tarzan de Castro – está esquecida. Não se tem
notícia de que seus humildes familiares tenham recebido qualquer
indenização ou apoio especial dos governos estadual ou federal
(colaboração do co-irmão, Grupo Anhangüera).

6       24/11/67
José Gonçalves Conceição (Zé Dico)
Fazendeiro – SP
Morto por Edmur Péricles de Camargo, integrante da Ala Marighela,
durante a invasão da fazenda Bandeirante, em Presidente Epitácio. Zé
Dico foi trancado num quarto, torturado e, finalmente, morto com
vários tiros. O filho do fazendeiro que tentara socorrer o pai foi
baleado por Edmur com dois tiros nas costas.
7
15/12/67
Osíris Motta Marcondes

Bancário – SP)

Morto quando tentava impedir um assalto terrorista ao Banco Mercantil,
do qual era o gerente.
8
10/01/68 –
Agostinho Ferreira Lima

(Marinha Mercante – Rio Negro / AM)
No dia 06/12/67, a lancha da Marinha Mercante “Antônio Alberto” foi
atacada por um grupo de nove terroristas, liderados     por Ricardo
Alberto Aguado Gomes “Dr. Ramon”, o qual, posteriormente, ingressou na
Ação Libertadora Nacional (ALN). Neste  ataque Agostinho Ferreira Lima
foi ferido gravemente, vindo a falecer no dia 10/01/68.
9       31/05/68
Ailton de Oliveira

Guarda Penitenciário – RJ

O Movimento Armado Revolucionário (MAR), montou uma ação para libertar
nove de seus membros que cumpriam pena na Penitenciária Lemos de Brito
(RJ) e que uma vez libertados deveriam seguir para região de Conceição
de Jacareí, onde o MAR pretendia estabelecer o “embrião do foco
guerrilheiro”.
No dia 26/05/68 o estagiário Júlio César entregou à funcionária da
penitenciária Natersa Passos, dentro de um pacote, três revólveres
calibre 38 que seriam usados pelos
Às 17:30 horas os subversivos, ao iniciarem a fuga foram surpreendidos
pelos guardas penitenciários Ailton de Oliveira e Jorge Félix Barbosa.
Os guardas foram feridos pelos presos em fuga, sendo que Ailton de
Oliveira veio a falecer cinco dias depois, em 31/05/68.
Ainda ficou gravemente ferido o funcionário da Light, João Dias
Pereira que se encontrava na calçada da penitenciária.
O autor dos disparos que atingiram o guarda Ailton foi o terrorista
Avelino Brioni Capitani

10      26/06/68
Mário Kozel Filho

Soldado do Exército – SP

Em 1968 o jovem Mário Kozel Filho é convocado para servir à Pátria e
defendê-la contra possíveis agressões internas ou externas.

Na mesma época o capitão Carlos Lamarca, formado pela Academia Militar
das Agulhas Negras, serve no 4ºRI, em Quitaúna, SP.

O capitão Lamarca, no dia 24/01/68, trai a Pátria que jurou defender.
Rouba do 4ºRI muitos fuzis, metralhadoras e munição, deserta e entra
na clandestinidade. O material bélico roubado é entregue à Vanguarda
Popular Revolucionária, VPR, uma organização terrorista que Lamarca já
integrava antes de desertar.

O soldado Kozel continua servindo, com dedicação a Pátria que jurou
defender. No dia 26/06/68, como sentinela, zela pela segurança do
Quartel General do II Exército. Às 04:30 horas ele está vigilante em
sua guarita. A madrugada é fria e com pouca visibilidade. Neste
momento, um tiro é disparado por uma sentinela contra uma camioneta
que desgovernada tenta penetrar no Quartel. Seu motorista saltara dela
em movimento, após acelerá-la e direcioná-la para o portão do QG. O
soldado Rufino, também sentinela, dispara 6 tiros contra o mesmo
veículo que, finalmente, bate na parede externa do quartel. Kozel sai
do seu posto e corre em direção ao carro, para ver se há alguém no seu
interior. Há uma carga com 50 quilos de dinamite que, segundos depois,
explode e espalha destruição e morte num raio de 300metros. Seu corpo
é dilacerado. Os soldados João Fernandes, Luiz Roberto Julião e Edson
Roberto Rufino estão muito feridos. É mais um ato terrorista da
organização chefiada por Lamarca, a VPR.

Participaram deste crime hediondo os terroristas Diógenes José de
Carvalho Oliveira (o Diógenes do PT, com implicações com bicheiros no
governo Olívio Dutra/RS), Waldir Carlos Sarapu, Wilson Egídio Fava,
Onofre Pinto, Edmundo Coleen Leite, José Araújo Nóbrega, Oswaldo
Antônio dos Santos, Dulce de Souza Maia, Renata Ferraz Guerra Andrade
e José Ronaldo Tavares de Lima e Silva.

Lamarca continuou na VPR, seqüestrando, assaltando, assassinando e
praticando vários outros atos terroristas, até o dia em que morreu, de
arma na mão enfrentando uma patrulha do Exército que o encontrou no
interior da Bahia em   1971. Sua família passou a receber a pensão de
coronel porque Lamarca, se não tivesse desertado, poderia chegar a
este  posto.

Apesar de todos os crimes hediondos que cometeu, sendo o mais torpe
deles o assassinato a coronhadas de seu prisioneiro Tenente PM Alberto
Mendes Júnior, Lamarca é apontado como herói pelos esquerdistas
brasileiros. Ruas passam a ter seu nome. Tentam colocar seus restos
mortais num Mausoléu na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Um filme
é feito para homenageá-lo.

Mário Kozel Filho, soldado cumpridor dos seus deveres, cidadão
brasileiro que morreu em serviço, está totalmente esquecido. Além do
esquecimento a Comissão dos Mortos e Desaparecidos que já concedera
vultosas indenizações às famílias de muitos terroristas que nunca
foram considerados desaparecidos, resolveu indenizar, também, a
família Lamarca, numa evidente provocação às Forças Armadas e
desrespeito às famílias de Mário Kozel Filho e de muitos outros que
com ele morreram em conseqüência de atos terroristas.
11      27/06/68

Noel de Oliveira Ramos

Civil – RJ
Morto com um tiro no coração, em conflito na rua. Estudantes
distribuíam no Largo de São Francisco, panfletos a favor do governo e
contra as agitações estudantis conduzidas por militantes   comunistas.

Gessé Barbosa de Souza, eletricista e militante da VPR, conhecido como
“Juliano” ou “Julião” infiltrado no movimento, tentou impedir a
manifestação com uma arma. Os estudantes, em grande maioria, não se
intimidaram e tentaram segurar Gessé que fugiu atirando, atingindo
mortalmente Noel de Oliveira Ramos e ferindo o engraxate Olavo
Siqueira.
12
27/06/68
Nelson de Barros

Sargento PM –  RJ

No início de junho de 1968, no Rio de Janeiro, pequenas passeatas
realizadas em Copacabana e na rua Uruguaiana, pressagiaram as grandes
agitações que estavam por vir, ainda nesse mês, e que ficaram
conhecidas como “As Jornadas de Junho”.
No dia 19/06/68, cerca de 800 estudantes, liderados por Wladimir
Palmeira, tentaram tomar de assalto o edifício do Ministério da
Educação e Cultura, no Rio de |Janeiro.

No dia seguinte, cerca de 1500 estudantes invadiram e ocuparam a
Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Avenida Pasteur, fazendo
com que professores e membros do Conselho Universitário passassem por
vexames, obrigando-os a saírem por uma espécie de corredor polonês
formado por centenas de estudantes.

Vinte e quatro horas depois, em 21/06/68, também ao meio dia, foi
realizada nova passeata no centro do Rio. Conhecido como a “Sexta
feira Sangrenta”, este dia foi marcado por brutal violência Cerca de
10.000 pessoas, os estudantes engrossados por populares, ergueram
barricadas, incendiaram carros, agrediram motoristas, saquearam lojas,
atacaram a tiros a embaixada americana e as tropas da Polícia Militar.
No final da noite, mais de 10 mortos, e centenas de feridos atestavam
a violência dos confrontos. Entre os feridos graves estava o sargento
da Polícia Militar Nelson de Barros que veio a falecer no dia
27/06/68.

A violência estudantil continuou no dia 22, quando tentaram, sem
sucesso, ocupar a Universidade de Brasília, (UNB), e no dia 24, em São
Paulo, quando realizaram uma passeata no centro da cidade, depredando
a Farmácia do Exército, o City Bank e a sede do jornal “O Estado de
São Paulo”. No dia 26, no Rio de Janeiro ocorreu a “Passeata dos Cem
Mil”.
13
01/07/68 –
Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen

Major do Exército Alemão – RJ

Morto no Rio de Janeiro onde fazia o Curso da Escola de Comando e
Estado Maior do Exército. Assassinado na rua Engenheiro Duarte, Gávea,
por ter sido confundido com o major boliviano Gary Prado, suposto
matador de Che Guevara, que também cursava a mesma escola.

Autores: Severino Viana Callou, João Lucas Alves e um terceiro não
identificado, todos da organização terrorista denominada COLINA-
Comando de Libertação Nacional.
14

07/09/68
Eduardo Custódio de Souza

Soldado PM – SP

Morto, com sete tiros, por terroristas de uma organização não
identificada quando de sentinela no DEOPS, em São Paulo.
15
20/09/68
Antônio  Carlos  Jeffery

Soldado PM – SP
Morto a tiros quando de sentinela  no quartel da então Força Pública
de São Paulo (atual PM) no Barro Branco.
Organização terrorista que praticou o assassinato: Vanguarda Popular
Revolucionária.

Assassinos:
Pedro Lobo de Oliveira;
Onofre Pinto;
Diógenes José Carvalho de Oliveira, atualmente conhecido como o
Diógenes do PT, ex-auxiliar de Olívio Dutra no Governo do RS.

16
12/10/68
Charles Rodney Chandler

Cap. do Exército dos Estados Unidos – SP
Herói na guerra com o Vietnã, veio ao Brasil para fazer o Curso de
Sociologia e Política, na Fundação Álvares Penteado, em São Paulo/SP.
No início de outubro /68, um “Tribunal Revolucionário”, composto pelos
dirigentes da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), Onofre Pinto
(Augusto, Ribeiro, Ari), João Carlos Kfouri Quartin de Morais (Manéco)
e Ladislas Dowbor (Jamil), condenou o capitão Chandler à morte, porque
ele “seria um agente da CIA”.
Os levantamentos da rotina de vida do capitão foram realizados por
Dulce de Souza Maia (Judite).
O capitão Chandler quando retirava seu carro das garagem para seguir
para a Faculdade, foi assassinado, friamente, com 14 tiros de
metralhadora e vários tiros de revólver,  na frente da sua esposa Joan
e seus 3 filhos.
O grupo de execução era constituído pelos terroristas Pedro Lobo de
Oliveira (Getúlio), Diógenes José de Carvalho Oliveira (Luis,
Leonardo, Pedro) e Marco Antônio Bráz de Carvalho (Marquito).
Obs:
Diógenes José de Carvalho Oliveira, também conhecido como Diógenes do
PT, na década de 90 ingressou nos quadros do PT/RS, sempre
assessorando seus líderes mais influentes. Diógenes foi o Presidente
do Clube de Seguros da Cidadania de Porto Alegre, orgão encarregado de
coletar fundos para o PT.
João Carlos Kfouri Quartin de Morais é, atualmente Professor Titular
de Filosofia e Ciências da UNICAMP e,
Ladislas Dowbor Professor Titular de Economia da PUC/SP e trabalha no
Instituto de Economia da UNICAMP. Saiba mais em Recordando a História/
Justiçamentos
17

24/10/68

Luiz Carlos Augusto

civil – RJ

Morto, com 1 tiro, durante uma passeata estudantil.

18
25/10/68
Wenceslau Ramalho Leite
civil – RJ
Morto, com 4 tiros de pistola Luger 9mm, durante o roubo de seu carro,
na avenida 28 de Setembro,   Vila Isabel, RJ.
Autores: Murilo Pinto da Silva (Cesar ou Miranda) e Fausto Machado
Freire(Ruivo ou Wilson) ambos   integrantes da Organização Terrorista
COLINA(Comando de Libertação Nacional).
19
07/11/68
Estanislau Ignácio Correia

Civil – SP

Morto pelos terroristas Ioshitame Fugimore, Oswaldo Antônio dos Santos
e Pedro Lobo Oliveira, todos integrantes da Vanguarda Popular
Revolucionária(VPR), quando roubavam seu automóvel na esquina das ruas
Carlos Norberto Souza Aranha e Jaime Fonseca Rodrigues, em São
Paulo.
20
07/01/69 –
Alzira Baltazar de Almeida  –
Dona de casa – Rio de Janeiro / RJ
Uma bomba jogada por terroristas, embaixo de uma viatura policial,
estacionada em frente à 9ª Delegacia de Polícia, ao explodir, matou a
Sra. Alzira, uma vítima inocente, que na ocasião transitava na rua.
21
11/01/69
Edmundo Janot  –

Lavrador – Rio de Janeiro / RJ
Morto a tiros, foiçadas e facadas por um grupo de terroristas que
haviam montado uma base de guerrilha nas  proximidades da sua fazenda.
22
29/01/69
Cecildes Moreira de Faria  –

Subinspetor de Polícia – BH/ MG

23
29/01/69 –
José Antunes Ferreira

Guarda Civil-BH/MG
O terrorista Pedro Paulo Bretas “Kleber” ao ser interrogado
“entregou” um “aparelho” do Comando de Libertação Nacional (Colina),
na rua Itacarambu nº 120, bairro São Geraldo.
Imediatamente, os policiais se dirigiram para o local e
quando se anunciaram como policiais, foram recebidos por  rajadas de
metralhadoras, disparadas por Murilo Pinto Pezzuti da Silva , “Cesar’
ou “Miranda”, que mataram o subinspetor. Cecildes    Moreira da Silva
que deixou viúva e oito filhos menores, e o guarda civil José Antunes
Ferreira ,ferindo, ainda, o investigador  José Reis de Oliveira.
Foram presos no interior do “aparelho” o assassino
Murilo Pinto Pezzuti da Silva o os terroristas do Colina:
Afonso Celso L.Leite “Ciro”.
Mauricio Vieira de Castro “Carlos”
Nilo Sérgio Menezes Macedo
J ulio Antonio Bittencourt de Almeida “Pedro”
Jorge Raimundo Nahas “Clovis”ou “Ismael” e
Maria José de Carvalho Nahas “Celia”ou “Marta”.
No interior do ” aparelho” foram apreendidos 1 fuzil
FAL ,5 pistolas, 3 revóveres, 2 metralhadoras, 2 carabinas, 2 granadas
de mão, 702 bananas de dinamite, fardas da PM e dinheiro de assaltos.
24
14/04/69

Francisco Bento da Silva

Motorista – SP

Morto durante um assalto, praticado pela Ala Vermelha do PC do B, ao
carro pagador (uma Kombi) do Banco Francês-Italiano para a América do
Sul, na Alameda Barão de Campinas, quando foram roubados vinte milhões
de cruzeiros. Participaram desta ação os terroristas:
Élio Cabral de Souza, Derly José de Carvalho, Daniel José de
Carvalho, Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Aderval Alves
Coqueiro, Lúcio da Costa Fonseca, Gilberto Giovanetti, Ney Jansen
Ferreira Júnior, Genésio Borges de Melo e Antônio Medeiros Neto
25
14/04/69
Luiz Francisco da Silva

Guarda bancário –SP
Morto durante o assalto acima explanado, praticado pela Ala Vermelha
do PC do B, ao carro pagador (uma Kombi) do Banco Francês-Italiano
para a América do Sul, na Alameda Barão de Campinas, quando foram
roubados vinte milhões de cruzeiros.
26
08/05/69
José de Carvalho

Investigador de Polícia –  SP)

Atingido com um tiro na boca, durante um assalto ao União de Bancos
Brasileiros, em Suzano, no dia 07 de maio, vindo a falecer no dia
seguinte.
Nessa ação, os terroristas feriram, também, Antonio Maria Comenda
Belchior e Ferdinando Eiamini.
Participaram os seguintes terroristas da Ação Libertadora Nacional
(ALN): Virgílio Gomes da Silva, Aton Fon Filho, Takao Amano, Ney da
Costa Falcão, Manoel Cyrilo de Oliveira Neto e João Batista Zeferino
Sales Vani.
Takao Amano foi baleado na coxa e operado, em um “aparelho médico” por
Boanerges de Souza Massa, médico da ALN.
27
09/05/69
Orlando Pinto da Silva

Guarda Civil – SP

Morto com dois tiros, um na nuca e outro na testa, disparados por
Carlos Lamarca, durante assalto ao Banco Itaú, na rua Piratininga,
Bairro da Mooca. Na ocasião também foi esfaqueado o gerente do Banco,
Norberto Draconetti.
Organização responsável por esse assalto: Vanguarda Popular
Revolucionária (VPR).
28
27/05/69
Naul José Montovani
Soldado PM – SP

Em 27/05/69 foi realizada uma ação contra o 15º Batalhão da Força
Pública de São Paulo, atual PMESP, na Avenida Cruzeiro do Sul, SP/SP.
Os terroristas Virgílio Gomes da Silva, Aton Fon Filho, Carlos Eduardo
Pires Fleury, Maria Aparecida Costa, Celso Antunes Horta e Ana Maria
de Cerqueira César Corbisier, metralharam o soldado Naul José
Montovani que estava de sentinela e que morreu instantaneamente. O
soldado Nicário Conceição Pulpo que acorreu ao local ao ouvir os
disparos, foi gravemente ferido na cabeça, tendo ficado paralítico.
29
04/06/69
Boaventura Rodrigues da Silva

Soldado PM – SP

Morto por terroristas durante assalto ao Banco Tozan.

30
22/06/69
Guido Boné

Soldado PM – SP

Morto por militantes da ALN que atacaram e incendiaram a radio-
patrulha RP 416, da então Força Pública de São Paulo, hoje Polícia
Militar, matando os seus dois ocupantes, os soldados Guido Bone e
Natalino Amaro Teixeira, roubando suas armas.
31
22/06/69
Natalino Amaro Teixeira

Soldado PM – SP
Morto por militantes da ALN na ação acima explanada.
32
11/07/69
Cidelino Palmeiras do Nascimento

Motorista de táxi – RJ

Morto a tiros quando conduzia em seu carro, policiais que perseguiam
terroristas que haviam assaltado o Banco Aliança, agência Muda.

Participaram deste assassinato os terroristas Chael Charles Schreier,
Adilson Ferreira da Silva, Fernando Borges de Paula Ferreira, Flávio
Roberto de Souza, Reinaldo José de Melo, Sônia Eliane Lafóz e o autor
dos disparos Darci Rodrigues, todos pertencentes a organização
terrorista VAR-Palmares.
33
24/07/69 –

Aparecido dos Santos Oliveira

Soldado PM – SP

Neste dia, atuando em “frente ” foi assaltado o Banco Bradesco, na rua
Turiassu, no Bairro de Perdizes, de onde foram roubados sete milhões
de cruzeiros. Participaram da ação:
· Pelo Grupo de Expropriação e Operação: Devanir José de Carvalho,
James Allen Luz, Raimundo Gonçalves de Figueiredo, Ney Jansen Ferreira
Júnior, José Couto Leal;

· Pelo Grupo do Gaúcho: Plínio Petersen Pereira, Domingos Quintino dos
Santos, Chaouky Abara;

· Pela VAR-Palmares: Chael Charles Schreier, Roberto Chagas e Silva,
Carmem Monteiro dos Santos Jacomini e Eduardo Leite.
Essa ação terminou de forma trágica: Raimundo Gonçalves Figueiredo
baleou o soldado da então Força Pública do Estado de São Paulo, atual
PMESP, Aparecido dos Santos Oliveira que, já caído, recebeu mais
quatro tiros disparados por Domingos Quintino dos Santos.
34
20/08/69
José Santa Maria

Gerente de Banco ? RJ
Morto por terroristas que assaltaram o Banco de Crédito Real de Minas
Gerais, do qual era gerente
35
25/08/69
Sulamita Campos Leite

Dona de casa ? PA
Parente do terrorista Flávio Augusto Neves Leão Salles.
Morta na residência dos Salles, em Belém, ao detonar, por
inadvertência ,uma carga de explosivos escondida pelo terrorista
36
31/08/69
Mauro Celso Rodrigues

Soldado PM – MA
Morto quando procurava impedir a luta entre proprietários e posseiros,
incitada por movimentos subversivos.

37
03/09/69
José Getúlio Borba

Comerciário – SP
Os terroristas da Ação Libertadora Nacional (ALN) Antenor Meyer, José
Wilson Lessa Sabag, Francisco José de Oliveira e Maria Augusta Tomaz,
resolveram comprar um gravador na loja Lutz Ferrando, na esquina da
Avenida Ipiranga com a Rua São Luis. O pagamento seria feito com um
cheque roubado num assalto. Descobertos, receberam voz de prisão e
reagiram. Na troca de tiros o guarda civil João Szelacsak Neto ficou
ferido com um tiro na coxa e o funcionário da loja, José Getúlio
Borba, foi mortalmente ferido. Perseguidos pela polícia o terrorista
José Wilson Lessa Sabag matou a tiros o soldado da Força Pública
(atual PM) João Guilherme de Brito.
38
03/09/69
João Guilherme de Brito

Soldado da Força Pública/SP
Na ação acima houve troca de tiros o guarda civil João Szelacsak Neto
ficou ferido com um tiro na coxa e o funcionário da loja, José Getúlio
Borba, foi mortalmente ferido. Perseguidos pela polícia o terrorista
José Wilson Lessa Sabag matou ainda,  a tiros o soldado da Força
Pública (atual PM) João Guilherme de Brito.
39
20/09/69

Samuel Pires

Cobrador de ônibus – SP

Morto por terroristas quando assaltavam uma empresa de ônibus.

40
22/09/69
Kurt Kriegel

Comerciante – Porto Alegre/RS

Comerciante Kurt Kriegel, morto pela Var-Palmates em Porto Alegre.

41
30/09/69
Cláudio Ernesto Canton

Agente da Polícia Federal – SP

Após ter efetuado a prisão de um terrorista foi atingido na coluna
vertebral, vindo a falecer em conseqüência desse ferimento.

42

04/10/69

Euclídes de  Paiva Cerqueira

Guarda particular – RJ

Morto por terroristas durante assalto ao carro transportador de
valores do Banco Irmãos Guimarães
43
06/10/69
-Abelardo Rosa Lima

Soldado PM – SP
Metralhado por terroristas numa tentativa de assalto ao Mercado Peg-
Pag.
Autores: Devanir José de Carvalho (Henrique) , Walter Olivieri,
Eduardo Leite (Bacuri), Mocide Bucherone e Ismael Andrade dos Santos.
Organizações Terroristas: REDE (Resistência Democrática) e MRT
(Movimento Revolucionário Tiradentes).
44
07/10/69
Romildo Ottenio

Soldado PM – SP

Morto quando tentava prender um terrorista.

45
31/10/69
Nilson José de Azevedo Lins

Civil – PE
Gerente da firma Cornélio de Souza e Silva, distribuidora da Souza
Cruz, em Olinda. Foi assaltado e morto quando ia depositar, no Banco,
o dinheiro da firma.
Organização: PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário).
Autores: Alberto Vinícius Melo do Nascimento, Rholine Sonde Cavalcante
Silva, Carlos Alberto Soares e João Maurício de Andrade Baltar
46
04/11/69
Estela Borges Morato

Investigadora do DOPS – SP
Morta a tiros quando participava da operação em que morreu o
terrorista Carlos Marighela.
47
04/11/69

Friederich Adolf Rohmann

Protético – SP)
(Morto durante a operação que resultou na morte do terrorista Carlos
Marighela.
48
07/11/69
Mauro Celso Rodrigues

Soldado PM – MA

Morto em uma emboscada, durante a luta travada entre lavradores de
terra, incitados por militantes da Ação Popular(AP).
49
14/11/69
Orlando Girolo
Bancário – SP
Morto por terroristas durante assalto ao Banco Brasileiro de
Descontos(Bradesco).
50
17/11/69
Joel Nunes
Sub-Tenente PM – RJ

Neste dia o PCBR assaltou o Banco Sotto Maior, na Praça do Carmo, no
subúrbio carioca de Brás de Pina, de onde foram roubados cerca de 80
milhões de cruzeiros. Na fuga, obstados por uma viatura policial,
surgiu um violento tiroteio no qual Avelino Bioni Capitani matou o
sargento da PM Joel Nunes. Na ocasião foi preso o terrorista Paulo
Sérgio Granado Paranhos.
51
18/12/69
Elias dos Santos

Soldado do Exército – RJ
Paulo Sérgio Granado Paranhos preso no dia anterior ao ser interrogado
“abriu” um “aparelho” do PCBR localizado na rua Baronesa de Uruguaiana
nº 70, no bairro de Lins de Vasconcelos. Ali, Prestes de Paula, ao
fugir pelos fundos da casa, disparou, à queima-roupa, um tiro de
pistola .45 no soldado do Exército Elias dos Santos que integrava a
equipe que “estourou” o “aparelho”. O soldado Elias morreu momentos
depois.
A respeito do soldado Elias, morto em combate no cumprimento do
dever, o Ternuma recebeu o seguinte comovente e-mail: “Fico feliz de
achar uma página da Internet a qual faz uma homenagem a uma pessoa que
não conheci, mas com certeza, muito especial. Desde pequena vejo
minha avó aos prantos lembrar de seu filho Elias dos Santos, morto
brutalmente por assassinos terroristas. Não conhecia direito a
história, fiquei sabendo agora. Realmente é revoltante saber que a
família de Carlos Lamarca tem direitos que minha avó não teve. Não
tenho palavras, só agradeço Daniele Esteves”.

52
17/01/70
José Geraldo Alves Cursino  – Sargento PM – São Paulo / SP

Morto a tiros por terroristas.

53
20/02/70
Antônio   Aparecido Posso  Nogueró

Sargento PM – São Paulo

Morto pelo terrorista Antônio Raimundo de Lucena quando tentava
impedir um ato terrorista no Jardim Cerejeiras, Atibaia/SP.

54
11/03/70
Newton de  Oliveira Nascimento

Soldado PM – Rio de Janeiro     No dia 11/03/70, os militantes do grupo
tático armado da ALN, Mário de Souza Prata, Rômulo Noronha de
Albuquerque e Jorge Raimundo Júnior deslocavam-se num carro Corcel
azul, roubado, dirigido pelo último, quando foram interceptados no
bairro de Laranjeiras- RJ, por uma patrulha da PM. Suspeitando do
motorista, pela pouca idade que aparentava, e verificando que Jorge
Raimundo não portava habilitação, os policiais ordenaram-lhe que
entrasse no veículo policial, junto com Rômulo Noronha Albuquerque,
enquanto Mauro de Souza Prata, acompanhado de um dos soldados, iria
dirigindo o Corcel até a delegacia mais próxima. Aproveitando-se do
descuido dos policiais, que não revistaram os detidos, Mário, ao
manobrar o veículo para colocá-lo à frente da viatura policial, sacou
de uma arma e atirou, matando com um tiro na testa o soldado da PM
Newton Oliveira Nascimento, que o escoltava no carro roubado.
O soldado Newton deixou a viúva dona Luci e órfãos duas filhas menores
de quatro e dois
anos

55
31/03/70
JOAQUIM MELO

Investigador de Polícia – Pernambuco
Morto por terroristas durante ação contra um “aparelho”.

56
02/05/70
João Batista de Souza

Guarda de Segurança – SP

Um comando terrorista, integrado por Devanir José de Carvalho, Antonio
André Camargo Guerra, Plínio Petersen Pereira, Waldemar Abreu e José
Rodrigues Ângelo, pelo Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT) e
mais Eduardo Leite (Bacuri) pela Resistência Democrática (REDE)
assaltaram a Companhia de Cigarros Souza Cruz, no Cambuci/SP. Na
ocasião Bacuri assassinou o guarda de segurança João Batista de Souza.
57
10/05/70
Alberto Mendes Junior

1º Tenente PMESP – SP

Nos dias 16/04/70 e 18/04/70 foram presos no Rio de Janeiro, Celso
Lungaretti e Maria do Carmo Brito, ambos militantes da Vanguarda
Popular Revolucionária (VPR), uma das organizações comunistas que
seguia a linha cubana.
Ao serem interrogados os dois informaram que desde janeiro/70, a VPR,
com a colaboração de outras organizações comunistas, instalara uma
área de treinamento de guerrilhas, na região de Jacupiranga, próxima a
Registro, no Vale da Ribeira, no Estado de São Paulo, sob o comando do
ex-capitão do Exército, Carlos Lamarca.
No dia 19/04/70, tropas do Exército e da Polícia Militar do Estado de
São Paulo foram deslocadas para a área, para verificar a autenticidade
das declarações dos dois militantes presos e neutralizar a área,
prendendo, se possível os seus 18 ocupantes.
No início de maio/70 uma parte da tropa da Polícia Militar foi
retirada da área, permanecendo, apenas, um pelotão. Como voluntário
para comandá-lo, apresentou-se um jovem de 23 anos, o Tenente Alberto
Mendes Júnior. Com 5 anos de Polícia Militar, o Tenente Mendes era
conhecido, entre os seus companheiros, por seu espírito afável e
alegre e pelo altruísmo no cumprimento das missões. Idealista,
acreditava que era seu dever permanecer na área, ao lado se seus
subordinados.
No dia 08/05/70, 7 terroristas, chefiados por Carlos Lamarca, que
estavam numa pick-up, ao pararem num posto de gasolina em Eldorado
Paulista, foram abordados por policiais que, imediatamente, foram
alvejados por tiros que partiram dos terroristas que ocupavam a pick-
up e que após o tiroteio fugiram para Sete Barras.
Ciente do ocorrido, o Tenente Mendes organizou uma patrulha, que, em
duas viaturas, dirigiu-se de Sete Barras para Eldorado Paulista. Cerca
das 21:00 horas, houve o encontro com os terroristas   que estavam
armados com fuzis FAL enquanto que os PMs portavam o velho fuzil
Mauser modelo 1908. Em nítida desvantagem bélica, vários PMs foram
feridos e o Tenente Mendes verificou que diversos de seus comandados
estavam necessitando urgentes socorros médicos.
Um dos terroristas, com um golpe astucioso, aproveitando-se daquele
momento psicológico, gritou-lhes para que se entregassem. Julgando-se
cercado, o oficial aceitou render-se, desde que seus homens pudessem
receber o socorro necessário. Tendo os demais componentes da patrulha
permanecido como reféns, o Tenente levou os feridos para Sete Barras.
De madrugada, a pé e sozinho, o Tenente Mendes buscou contato com os
terroristas, preocupado que estava com o restante de seus homens.
Encontrou  Lamarca que decidiu seguir com seus companheiros e os
prisioneiros para Sete Barras. Ao se aproximarem dessa localidade
foram surpreendidos por um tiroteio, ocasião em que dois terroristas
Edmauro Gopfert e José Araújo Nóbrega desgarraram-se do grupo e os
cinco terroristas restantes embrenharam-se no mato, levando consigo o
Tenente Mendes. Depois de caminharem um dia e meio na mata, os
terroristas e o Tenente pararam para descansar. Nesta ocasião Carlos
Lamarca, Yoshitame Fugimore e Diógenes Sobrosa de Souza afastaram-se e
formaram um tribunal revolucionário que resolveu assassinar o Tenente
Mendes pois o mesmo, pela necessidade de vigiá-lo, retardava a fuga.
Os outros  dois Ariston Oliveira Lucena e Gilberto Faria Lima ficaram
vigiando o prisioneiro.
Poucos minutos depois, os três terroristas retornaram, e, acercando-se
por traz do Oficial, Yoshitame Fugimore desfechou-lhe violentos golpes
na cabeça, com a coronha de um fuzil. Caído e com a base do crânio
partida, o Tenente Mendes gemia e se contorcia em dores. Diógenes
Sobrosa de Souza desferiu-lhe outros golpes na cabeça, esfacelando-a.
Ali mesmo, numa pequena vala e com seus coturnos ao lado da cabeça
ensangüentada, o Tenente Mendes foi enterrado.
Em 08/09/70, Ariston Lucena foi preso pelo DOI/CODI/IIEx e apontou, no
local, onde o Tenente estava enterrado. Seu corpo foi exumado, em
segredo, pelos agentes do DOI pois os companheiros do Tenente queriam
linchar Ariston.
Dos cinco assassinos do Tenente Mendes, sabe-se que:

Carlos Lamarca, morreu na tarde de 17/09/71, no interior da Bahia,
durante tiroteio com o DOI/CODI/6ª RM;
Yoshitame Fugimore, morreu em 05/12/70, em São Paulo, durante
tiroteio com o DOI/CODI/IIEx;
Diógenes Sobrosa de Souza, preso em 12/12/70, no RS. Em novembro de 71
foi condenado à pena de morte (existia na época esta punição para os
terroristas assassinos, que nunca foi usada). Em fins de 1979 , com a
anistia foi libertado;
Gilberto Faria Lima, fugiu para o exterior.
Ariston Lucena, após a anistia foi libertado e teria se suicidado,
recentemente, no RS.

Observação:
Embora Carlos Lamarca tenha desertado no posto de capitão, por lei
especial, sua família recebe a pensão de coronel.

Todas as famílias dos terroristas assassinos, inclusive a de Carlos
Lamarca receberam uma grande indenização em dinheiro.

O Tenente Mendes, promovido após sua morte, por bravura, ao posto de
capitão, deixou para sua família a pensão relativa a esse posto. Sua
família , que nunca ganhou nenhuma indenização dos governos federal e
estadual, tem problemas psicológicos até hoje . Seus pais não se
conformam em ter  único filho  sido assassinado de forma brutal,  por
bandidos  sempre  tão endeusados pela nossa mídia.
58
11/06/70
Irlando de Moura Régis

Agente da Polícia Federal – RJ

No dia 11/06/70, o embaixador da Alemanha, Ehrenfried Von Hollebem,
saiu da Embaixada, no Rio de Janeiro, para a sua residência. Sentado
no banco de trás de sua Mercedes preta, o embaixador tinha como
motorista o funcionário Marinho Huttl e o agente da Polícia Federal
Irlando de Moura Régis, sentado no banco da frente e portando um
revólver .38. Seguindo a Mercedes, como segurança, ia uma Variant com
os agentes da Polícia Federal Luiz Antônio Sampaio como motorista e
José Banharo da Silva, com uma metralhadora INA.

Tendo ocupado o dispositivo desde antes das 19:00 horas, o “Comando
Juarez Guimarães de Brito” executou o seqüestro às 19:55 horas, nas
proximidades da residência do embaixador, no cruzamento das ruas
Cândido Mendes com a Ladeira do Fialho.

Ao aproximar-se o carro diplomático, Jesus Paredes Soto deu um sinal a
José Maurício Gradel que avançou uma “pick up” Willys, abalroando a
Mercedes. Incontinente o casal que “namorava” na Escadinha do Fialho,
Sônia Eliane Lafóz e José Milton Barbosa, este com uma metralhadora,
disparou sua arma contra a Variant da segurança, ferindo Luiz Antônio
Sampaio no abdômen e na coxa esquerda e José Banharo da Silva na
cabeça. Ao mesmo tempo, Eduardo Coleen Leite “Bacuri”, à queima roupa,
disparou três tiros de revólver .38 em Irlando de Moura Régis, matando-
o com um tiro na cabeça.

Herbert Eustáquio de Carvalho, empunhando uma pistola .45 arrancou o
diplomata da Mercedes e embarcou-o no Opala, dirigido por José Roberto
Gonçalves de Rezende.

Participaram, ainda, deste crime hediondo os terroristas Alex Polari
Alvarenga e Roberto Chagas da Silva.

Decorridos 33 anos, vemos que neste período as famílias de
subversivos, de assaltantes de bancos, de seqüestradores, de
assassinos e de terroristas políticos foram indenizadas pelo governo.
Até indenizações para “perseguidos políticos” que alcançam o teto
máximo da carreira do pretendente, independente de se saber se ele
chegaria ou não a este teto. E, vimos  subversivos que na época
estavam desempregados, serem indenizados em até R$450.000,00.

Enquanto isto, famílias de cidadãos inocentes, atingidos em ações dos
“guerrilheiros” como em assaltos a bancos, ou despedaçados por bombas
nos atos terroristas, como no atentado ao Aeroporto de Guararapes, em
Recife, são totalmente esquecidas. Orlando Lovechio Filho que, em
1968, teve uma perna amputada no atentado a bomba ao consulado
americano, em São Paulo, teve seu sonho de ser piloto, destruído e
luta até hoje por uma indenização do Estado.

Famílias de seguranças de bancos e embaixadas, de policiais civis e
militares, de policiais federais, de militares da Marinha, do Exército
e da Aeronáutica, mortos e feridos quando em serviço, foram ignoradas
pelo governo.

Para as famílias dos mortos pelos terroristas e para os que ficaram
inválidos, lutando para manter a ordem no país, NADA!… Para elas,
deve ser impossível entender porque no Congresso Nacional, um senador,
que como membro da Polícia Civil de São Paulo, participou ativamente
da luta contra a subversão e ex-policiais federais, civis e militares,
hoje deputados, não tenham até a presente data, lembrado de seus
colegas mortos e feridos no combate ao  terrorismo e que não lutem
para que esta lamentável injustiça seja reparada.
59
15/07/70
Isidoro Zamboldi

Guarda de segurança – SP
Morto pela terrorista Ana Bursztyn durante assalto à loja Mappin.
60
12/08/70
Benedito Gomes

Capitão do Exército ? SP

Morto por terroristas, no interior do seu carro, na Estrada Velha de
Campinas.
61
19/08/70
Vagner Lúcio Vitorino da Silva

Guarda de segurança ? RJ

Morto durante assalto do Grupo Tático Armado da organização terrorista
MR8, ao Banco Nacional de Minas Gerais, no bairro de Ramos.
Sônia Maria Ferreira Lima foi quem fez os disparos que o mataram.
Participaram, também, dessa ação os terroristas Reinaldo Guarany
Simões, Viriato Xavier de Melo Filho e Benjamim de Oliveira Torres
Neto, os dois últimos recém chegados do curso em Cuba.

62
29/08/70
José Armando Rodrigues

Comerciante – CE
Proprietário da firma Ibiapaba Comércio Ltda. Após ter sido assaltado
em sua loja, foi seqüestrado, barbaramente torturado e morto a tiros
por terroristas da ALN. Após seu assassinato seu carro foi lançado num
precipício na serra de Ibiapaba, em São Benedito, CE.
Autores: Ex-seminaristas Antônio Espiridião Neto e Waldemar Rodrigues
Menezes, ( autor dos disparos), José Sales de Oliveira, Carlos de
Montenegro Medeiros, Gilberto Telmo Sidney Marques.
Timoschenko Soares de Sales, Francisco William
63
14/09/70
Bertolino Ferreira da Silva

Guarda de segurança – SP

Morto durante assalto praticado pelas organizações terroristas ALN e
MRT ao carro pagador da empresa Brinks, no Bairro do Paraíso em são
Paulo.

64
21/09/70

Célio Tonelly

Soldado PM – SP

Morto em Santo André, quando de serviço em uma rádio patrulha tentou
deter terroristas que ocupavam um automóvel.

65
22/09/70
Autair Macedo

Guarda de segurança – RJ

Morto por terroristas, durante assalto a empresa de ônibus Amigos
Unidos

27/10/70
Walder Xavier de Lima

Sargento da Aeronáutica – BA

Morto quando, ao volante de uma viatura, conduzia terroristas presos,
em Salvador.
O assassino, Theodomiro Romeiro dos Santos (Marcos) o atingiu,
covardemente, com um tiro na nuca.
Organização: PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário).
Atualmente, Theodomiro é Juiz do Tribunal Regional do Trabalho, em
Recife/PE.
66
10/11/70
José Marques do Nascimento

Civil – SP
Morto por terroristas em confronto com policiais.
67
10/11/70
Garibaldo de Queiroz
Soldado PM – SP

Morto em confronto com terroristas da VPR (Vanguarda Popular
Revolucionária) que faziam uma panfletagem armada na Vila Prudente,
São Paulo.
68
10/11/70
José Aleixo Nunes
Soldado PM – SP
Morto em confronto com terroristas da VPR (Vanguarda Popular
Revolucionária) que faziam uma panfletagem armada na Vila Prudente,
São Paulo.
69
10/12/70
Hélio de Carvalho Araújo

Agente da Polícia Federal – RJ

No dia 07/12/70 a VPR, Vanguarda Popular Revolucionária, seqüestrou no
Rio de Janeiro, o Embaixador da Suíça no Brasil, Giovani Enrico
Bucher.
Participaram, ativamente, da operação os terroristas Adair Gonçalves
Reis, Gerson Theodoro de Oliveira, Maurício Guilherme da Silveira,
Alex Polaris de Alvarenga, Inês Etienne Romeu, Alfredo Sirkis, Herbert
Eustáquio de Carvalho e Carlos Lamarca.
Após fecharem e paralisarem o carro que conduzia o Embaixador, Carlos
Lamarca bateu com um revólver Smith-Wesson, cano longo, calibre .38,
no vidro do carro. Abriu a porta traseira e a uma distância de 2
metros atirou, duas vezes, no agente Hélio. Uma das balas seccionou a
medula do policial.
Os terroristas levaram o Embaixador e deixaram o agente agonizando.
Transferido para o Hospital Miguel Couto, faleceu no dia 10/12/70.

70
07/01/71
Marcelo Costa Tavares

Estudante – MG
Morto por terroristas durante um assalto ao Banco Nacional de Minas
Gerais.

Autor dos disparos: Newton Moraes.
71
12/02/71
Américo Cassiolato

Soldado PM – São Paulo

Morto por terroristas em Pirapora do  Bom Jesus.
72
20/02/71
Fernando Pereira

Comerciário – Rio de Janeiro

Morto por terroristas quando tentava impedir um assalto ao
estabelecimento “Casa do Arroz”, do qual era gerente.
73      08/03/71

Djalma Peluci Batista
Soldado PM – Rio de Janeiro

Morto por terroristas, durante assalto ao Banco do Estado do Rio de
Janeiro.
74      24/03/71

Mateus Levino dos Santos
Tenente da FAB – Pernambuco

O PCBR necessitava roubar um carro para participar do seqüestro do
cônsul norte-americano, em Recife.
No dia 26/06/70 resolveram roubar um volks, estacionado em Jaboatão,
na Grande Recife, nas proximidades do Hospital da Aeronáutica.Quatro
militantes do PCBR desceram do carro dirigido por Nancy Mangabeira
Unger: Carlos Alberto Soares Rodrigues de Sousa, José Gersino Saraiva
Maia e Luiz “Jacaré”, (até hoje não identificado).
Ao tentarem render o motorista, este ao identificar-se como Tenente
da Aeronáutica, foi ferido gravemente por Carlos Alberto, com dois
tiros, um na cabeça e outro no pescoço.O Tenente Mateus Levino dos
Santos, após nove meses de impressionante sofrimento, veio a falecer
em 24/03/71, deixando viúva e duas filhas menores.O imprevisto levou o
PCBR a desistir do seqüestro.
Nancy Mangabeira Unger, banida em 13/01/71, em troca da vida do
embaixador suíço, era filha de pai americano e sua mãe, brasileira,
era filha de Otávio Mangabeira.
Por ironia, o próprio consulado americano, sem saber do planejamento
do seqüestro de seu cônsul, correu em defesa de Nancy,  alegando a
dupla nacionalidade dela, brasileira e norte-americana.

75      04/04/71
José Julio Toja Martinez

Major do Exército –  Rio de Janeiro

No início de abril, a Brigada Pára-quedista recebeu uma denúncia de
que um casal de terroristas ocupara uma casa localizada na rua
Niquelândia, 23, em Campo Grande/RJ. Não desejando passar esse informe
à 2ª Sessão do então I Exército, sem aprofundá-lo, a 2ª Sessão da
Brigada, chefiada pelo major Martinez, montou um esquema de vigilância
sobre a citada residência. Por volta das 23 horas desse dia, chegou,
num táxi, um casal, estacionando-o nas proximidades da casa vigiada. A
mulher ostentava uma volumosa barriga que indicava estar em adiantado
estado de gravidez. O fato sensibilizou Martinez, que, impelido por
seu sentimento de solidariedade, agiu impulsivamente visando
preservar a “senhora” de possíveis riscos.

O major José Júlio Toja Martinez Filho acabara de concluir o curso da
Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, onde por três anos,
exatamente o período em que a guerra revolucionária se desenvolvera,
estivera afastado desses problemas, em função da própria vida escolar
bastante intensa. Estagiário na Brigada Pára-quedista, a quem também
não estava afeta a missão de combate à subversão, não se havia
habituado à virulência da ação terrorista, que se tornava a cada dia
mais violenta.
Julgando que o casal nada tinha a ver com a subversão, Martinez
iniciou a travessia da rua, a fim de solicitar-lhe que se afastasse
daquela área. Ato contínuo, de sua “barriga”, formada por uma cesta
para pão com uma abertura para saque da arma ali escondida, a mulher
retirou um revólver, matando-o instantaneamente, sem qualquer chance
de reação. O capitão Parreira, de sua equipe, ao sair em sua defesa
foi gravemente ferido por um tiro desferido pelo terrorista. Nesse
momento, os demais agentes desencadearam cerrado tiroteio que causou a
morte do casal de terroristas. Estes foram identificados como sendo os
militantes do MR-8 Mário de Souza Prata e sua amante Marilena Villas-
Bôas Pinto, ambos de alta periculosidade e responsáveis por uma
extensa lista de atos terroristas.
No “aparelho” do casal foram encontrados explosivos, munição e armas,
além de dezenas de levantamentos de bancos, de supermercados, de
diplomatas estrangeiros e de generais do Exército.
Destino perverso esse que compensou com uma reação de ódio e violência
o gesto de bondade tão característica do major Martinez. Ele deixou
viúva e quatro filhos, três meninas e um menino, a mais velha, à
época, com onze anos de idade. Sua esposa, com uma pequena pensão,
criou com sacrifícios aquelas crianças que, pelo ambiente familiar de
que desfrutavam, eram, naturalmente, dóceis e afáveis. Com o apoio de
familiares e amigos, suplantou a dor, os traumas decorrentes da morte
violenta e inesperada e as dificuldades resultantes da ausência do
chefe de família.
A família do major Martinez não pediu, nem vê razão em homenagens.
Apenas quer guardar a lembrança do esposo dedicado e pai carinhoso que
ele foi.
Profissional competente, dedicado e leal, atleta exemplar, amigo
afável e educado, “Zazá” , como era carinhosamente chamado por seus
amigos, será sempre lembrado com muito carinho por todos aqueles que
com ele conviveram.

76
07/04/71

Maria Alice Matos

Empregada doméstica – Rio de Janeiro
Morta por terroristas quando do assalto a um depósito de material de
construção.

77
15/04/71

Henning Albert Boilensen

(Industrial – São Paulo)

Quando da criação da Operação Bandeirante, o então comandante do II
Exército, general Canavarro, reuniu-se com o governador do Estado de
São Paulo, com várias autoridades federais, estaduais, municipais e
com industriais paulistas para solicitar o apoio para um órgão que
necessitava ser criado com rapidez, a fim de fazer frente ao crescente
terrorismo que estava em curso no estado de São Paulo. Assim, vários
industriais, entre eles Boilesen, se cotizaram para atender ao pedido
daquela autoridade militar.
E, o que fizeram os terroristas para intimidar aqueles industriais? A
pedido de Carlos Lamarca, escolheram três nomes para serem
assassinados, como forma de intimidar os demais colaboradores. Estes
eram: Henning A. Boilesen, Peri Igel e Sebastião Camargo (Camargo
Correia) O escolhido foi o presidente da Ultragás, Henning Albert
Boilesen, um dinamarquês, naturalizado brasileiro.
A partir da segunda quinzena de janeiro de 1971, iniciaram-se os
levantamentos do industrial paulista, dos quais participaram: Devanir
José de Carvalho, Dimas Antonio Casemiro, Gilberto Faria Lima e José
Dan de Carvalho, pelo MRT; Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz, pela
ALN; Gregório Mendonça e  Laerte Dorneles Méliga (chefe de gabinete do
então governador do RS, Olívio Dutra), pela VPR.
No dia 15 de abril de 1971 um Comando Revolucionário, integrado pelos
terroristas Yuri Xavier Pereira, Joaquim Alencar Seixas, José Milton
Barbosa, Dimas Antonio Casimiro e Antonio Sérgio de Matos,
covardemente assassinou Boilesen. Quando o carro de Boilesen entrou na
Alameda Casa Branca, dois carros dos terroristas emparelharam com o
dele. Pela esquerda, Yuri, colocando um fuzil para fora da janela,
disparou um tiro que foi raspar a cabeça de Boilesen. Este saiu do
automóvel que dirigia e tentou correr em direção contrária aos carros.
Foi inútil. José Milton descarregou sua metralhadora nas costas do
industrial e Yuri desfechou-lhe mais três tiros de fuzil. Cambaleando,
Boilesen arrastou-se por mais alguns metros e foi cair na sarjeta,
junto de um Volkswagen.
Aproximando-se, Yuri disparou mais um tiro que lhe arrancou a maior
parte da face esquerda. Joaquim Alencar Seixas e Gilberto Faria Lima
jogaram os panfletos por cima do cadáver. No relatório escrito por
Yuri, e apreendido pela polícia, aparecem as frases “durante a fuga
trocávamos olhares de contentamento e satisfação. Mais uma vitória da
Revolução Brasileira”.
Vários carros e casas foram atingidos por projéteis. Caídas, duas
senhoras, uma atingida no ombro e outra ferida numa perna. Sobre o
corpo de Boilesen, mutilado com dezenove tiros, os panfletos da ALN e
do MRT, dirigidos “Ao Povo Brasileiro”, traziam a ameaça:
“Como ele, existem muitos outros e sabemos quem são. Todos terão o
mesmo fim, não importa quanto tempo demore; o que importa é que eles
sentirão o peso da JUSTIÇA REVOLUCIONÁRIA. Olho por olho, dente por
dente”.
Este assassinato comoveu a opinião pública e teve ampla repercussão no
Congresso Nacional e na Assembléia Legislativa de São Paulo. A
respeito desse repulsivo ato terrorista é conveniente relembrar o que
publicou a Folha de São Paulo, no dia 16/04/1971:
“Meios políticos e empresariais condenaram veementemente o brutal
assassinato. A Assembléia Legislativa suspendeu seus trabalhos para
render um preito de homenagem à memória do industrial assassinado por
terroristas. Ao instalar os trabalhos da sessão, o presidente da Casa,
deputado Jacob Pedro Carolo, disse que Boilesen foi vítima de
terroristas covardes”.
Para justificar este ato criminoso, os terroristas e seus
simpatizantes passaram a difundir abomináveis e sórdidas mentiras.
Entre outras acusações criminosas, afirmam que Boilesen era um agente
da CIA, que freqüentava a OBAN (que depois passou a se chamar DOI)  e
que nessas visitas assistia e participava do interrogatório dos
presos, ocasião em que pessoalmente testava uma máquina de aplicar
choques elétricos que ele mesmo inventara. Na realidade Boilesen nunca
foi agente da CIA e muito menos assistiu interrogatórios de presos na
OBAN e no DOI/CODI/IIEx. Boilesen esteve no DOI uma única vez, em fins
de dezembro de 1970, quando foi cumprimentar o comandante deste órgão,
pelo natal que se aproximava. Foi recebido no gabinete do comando do
DOI e lá não permaneceu por mais de quinze minutos.
A família do industrial assassinado deveria pensar em processar
aqueles que através da mentira e da calúnia, deturpam os fatos e
procuram manchar a honra e a dignidade de um homem com as qualidades
de HENNING ALBERT BOILESEN.
78
10/05/71
Manoel da Silva Neto
Soldado PM – SP

Morto por terroristas durante assalto à Empresa de Transporte Tusa.
79
14/05/71
Adilson Sampaio
Artesão – RJ

Morto por terroristas durante assalto às lojas Gaio Marti.
Mesmo com tanto tempo já decorrido, alguma incorreção ainda pode
cercar algum nome aqui lembrado. Assim, rogamos ser informados de
eventual impropriedade
80
09/06/71
Antônio Lisboa Ceres de Oliveira

Civil – RJ

Morto por terroristas durante assalto à boate Comodoro
81
01/07/71
Jaime Pereira da Silva

Civil – RJ

Morto por terroristas , na varanda de sua residência, durante tiroteio
entre terroristas e policiais.
Os mortos acima relacionados não dão nomes a logradouros públicos, nem
seus parentes receberam indenizações mas os responsáveis diretos ou
indiretos por suas mortes dão nome à escolas, ruas, estradas e suas
famílias receberam   vultosas indenizações, pagas com o nosso
dinheiro.
82
02/09/71
Gentil Procópio de Melo
Motorista de praça – PE

A organização terrorista denominada Partido Comunista Revolucionário
determinou que um carro fosse roubado para realizar um assalto.
Cumprindo a ordem recebida, o terrorista José Mariano de Barros tomou
um táxi em Madalena, Recife.
Ao chegar ao Hospital das Clínicas, quando fingia que ia pagar a
corrida apareceram seus comparsas Manoel Lisboa de Moura e José
Emilson Ribeiro da Silva, que se aproximaram do veículo, tendo José
Emilson disparado dois tiros que mataram o motorista Gentil Procópio
de Melo.

83
02/09/71
Jayme Cardenio Dolce

Guarda de segurança – RJ
Assassinado pelos terroristas Flávio Augusto Neves Leão Salles, Hélio
Pereira Fortes, Antônio Carlos Nogueira Cabral, Aurora Maria do
Nascimento Furtado, Sônia Hipólito e Isis Dias de Oliveira, durante
assalto à Casa de Saúde Dr. Eiras.

84
02/09/71
Silvâno Amâncio dos Santos

Guarda de segurança – RJ
Assassinado pelos terroristas Flávio Augusto Neves Leão Salles, Hélio
Pereira Fortes, Antônio Carlos Nogueira Cabral, Aurora Maria do
Nascimento Furtado, Sônia Hipólito e Isis Dias de Oliveira, durante
assalto à Casa de Saúde Dr. Eiras.

85
02/09/71
Demerval Ferreira dos Santos

Guarda de segurança – RJ
Assassinado pelos terroristas Flávio Augusto Neves Leão Salles, Hélio
Pereira Fortes, Antônio Carlos Nogueira Cabral, Aurora Maria do
Nascimento Furtado, Sônia Hipólito e Isis Dias de Oliveira, durante
assalto à Casa de Saúde Dr. Eiras.

86
–/10/71
Alberto da Silva Machado

Civil – RJ
Morto por terroristas durante assalto à Fábrica de Móveis Vogal Ltda,
da qual era um dos proprietários.
87
22/10/71
José do Amaral
Sub-oficial da reserva da Marinha ? RJ

Morto por terroristas da VAR PALMARES ( Vanguarda Armada
Revolucionária Palmares) e do MR8 (Movimento Revolucionário 8 de
Outubro) durante assalto a um carro transportador de valores da
Transfort S/A. Foram feridos o motorista Sérgio da Silva Taranto e os
guardas de segurança Emílio Pereira e Adilson Caetano da Silva.
Autores: James Allen Luz (Ciro), Carlos Alberto Salles (soldado),
Paulo Cesar Botelho Massa, João Carlos da Costa.
88
01/11/71
Nelson Martinez Ponce
Cabo PM – SP

Metralhado por Aylton Adalberto Mortati, durante um atentado praticado
por cinco terroristas do MOLIPO (Movimento de Libertação Popular),
contra um ônibus da Empresa de Transportes Urbano S/A, em Vila
Brasilândia, São Paulo
89
10/11/71
João Campos
Cabo PM – SP
Morto na estrada de Pindamonhangaba, ao interceptar um carro que
conduzia terroristas armados.
90
22/11/71
José Amaral Vilela
Guarda de segurança  – RJ

Neste dia os terroristas Sérgio Landulfo Furtado, Norma Sá Ferreira,
Nelson Rodrigues Filho, Paulo   Roberto Jabour, Thimothy William
Watkin Ross e Paulo Costa Ribeiro Bastos assaltaram um carro-forte da
firma TRANSPORT, na Estrada do Portela, em Madureira. O guarda José
Amaral Vilela foi morto a rajadas de metralhadora e ficaram feridos os
guardas Sérgio da Silva Taranto, Emílio Pereira e Adilson Caetano da
Silva.
91
27/11/71

Eduardo Timóteo Filho
Soldado PM – RJ

Morto por terroristas, durante assalto contra as Lojas Caio Marti.
92
13/12/71
Hélio Ferreira de Moura

Guarda de Segurança – RJ

Morto, por terroristas, durante assalto contra um carro transportador
de valores da Brink’s, na Via Dutra.

93
18/01/72 –
Tomaz Paulino de Almeida

Sargento PM – São Paulo / SP
Morto, a tiros de metralhadora, no bairro Cambuci, quando um grupo
terrorista roubava o seu carro.

Autores do assassinato: João Carlos Cavalcante Reis, Lauriberto José
Reyes e Márcio Beck Machado, todos integrantes do  Movimento de
Libertação Nacional  (Molipo).
94
20/01/72
Sylas Bispo Feche

Cabo PM São Paulo / SP)
O cabo Sylas Bispo Feche, integrava uma Equipe de Busca e Apreensão
do DOI/CODI/II Exército. Sua equipe executava     uma ronda, quando um
carro VW, ocupado por duas pessoas, cruzou um sinal fechado quase
atropelando uma senhora que atravessava a rua com uma criança no colo.
A sua equipe saiu em perseguição ao carro suspeito, que foi
interceptado. Ao tentar aproximar-se para pedir os documentos dos dois
ocupantes do veículo, o cabo Feche foi, covardemente, metralhado por
eles. Foi travado um tiroteio entre a equipe e os dois terroristas que
também morreram no local.
Os assassinos do cabo Feche, ambos membros da   Ação Libertadora
Nacional (ALN), são:
Gelson Reicher “Marcos” que usava identidade falsa
com o nome de Emiliano Sessa, era chefe de um Grupo Tático Armado
(GTA) e já tinha praticado mais de vinte atos terroristas, inclusive o
seqüestro de um médico.
Alex Paula Xavier Pereira “Miguel”, que usava
identidade falsa com o nome de João Maria de Freitas, fez curso de
guerrilha em Cuba e praticou mais de quarenta atos terroristas,
inclusive atentados a bomba na cidade do Rio de Janeiro.
95
25/01/72
Elzo Ito

Estudante – São Paulo / SP
Aluno do Centro de Formação de Pilotos Militares, foi morto por
terroristas quando roubavam seu carro.
96
01/02/72
Iris do Amaral

Civil – Rio de Janeiro

Morto durante um tiroteio entre terroristas da ALN e policiais.
Ficaram feridos nesta ação os civis Marinho Floriano Sanches, Romeu
Silva e Altamiro   Sinzo.
Autores: Flávio Augusto Neves Leão Salles(“Rogério”, “Bibico”) e
Antônio Carlos Cabral Nogueira(“Chico”, “Alfredo”), ambos da ALN.

97
05/02/72

David A. Cuthberg

Marinheiro inglês – Rio de Janeiro

A respeito desse assassinato, sob o título “REPULSA”     o jornal “O
Globo”, do Rio de Janeiro, publicou:

“Tinha dezenove anos o marinheiro inglês David  A. Cuthberg que, na
madrugada de sábado, tomou um táxi com um companheiro para conhecer o
Rio, nos seus aspectos mais alegres. Ele aqui chegara como amigo, a
bordo da flotilha que nos visita para comemorar os 150 anos de
Independência do Brasil. Uma rajada de metralhadora tirou-lhe a vida,
no táxi que se encontrava. Não teve tempo para perceber o que ocorria
e, se percebesse, com certeza não poderia compreender. Um terrorista,
de dentro de   outro carro, apontara friamente a metralhadora antes de
desenhar nas suas costas o fatal risco de balas, para, logo em
seguida, completar a infâmia, despejando sobre o corpo, ainda
palpitante, panfletos em que se mencionava a palavra liberdade. Com
esse crime repulsivo, o terror quis apenas alcançar repercussão fora
de nossas fronteiras para suas atividades, procurando dar-lhe
significação de atentado político contra jovem inocente, em troca da
publicação da notícia num jornal inglês. O terrorismo cumpre, no
Brasil, com crimes como esse, o destino inevitável dos movimentos a
que faltam motivação real e consentimento de qualquer parcela da
opinião pública: o de não ultrapassar os limites do simples
banditismo, com que se exprime o alto grau de degeneração dessas
reduzidas maltas de assassinos gratuitos”.

A ação criminosa, tachada como “justiçamento”, foi praticada pelos
seguintes terroristas, integrantes de uma frente formada por três
organizações comunistas:

Flávio Augusto Neves Leão Salles(“Rogério”, “Bibico”) – ALN, que fez
os disparos com a metralhadora.

Antônio Carlos Nogueira Cabral(“Chico”, “Alfredo”) – ALN.

Aurora Maria Nascimento Furtado(“Márcia”, “Rita”) – ALN

Adair Gonçalves Reis(“Elber”, “Leônidas”, “Sorriso”) – ALN

Lígia Maria Salgado da Nóbrega(“Ana”, “Célia”, “Cecília”) – VAR
PALMARES, que jogou dentro do táxi os panfletos que falavam em
vingança contra os “Imperialistas Ingleses”.

Hélio Silva(“Anastácio”, “Nadinho”) – VAR-PALMARES

Carlos Alberto Salles(“Soldado”) – VAR-PALMARES.

Getúlio de Oliveira Cabral(“Gogó”, “Soares”, “Gustavo”) – PCBR.

98
15/02/72
Luzimar Machado de Oliveira

Soldado PM – Goiás

O terrorista Arno Preiss encontrava-se na cidade de Paraiso do Norte,
que estava incluída dentro de esquema de trabalho de campo do MOLIPO.
Usava o nome falso de Patrick McBundy Comick. Arno tentou entrar com
sua documentação falsa no baile carnavalesco do clube social da
cidade. Sua documentação levantou suspeita nos policiais, que o
convidaram a comparecer à delegacia local. Ao deixar o clube, julgando-
se desmascarado, Arno sacou seu revólver e disparou à queima roupa
contra os policiais, matando o PM Luzimar Machado de Oliveira e
ferindo gravemente o outro PM que o conduzia, Gentil Ferreira
Mano.Protegido pela escuridão, Arno homiziou-se num matagal, sendo
entretanto localizado por populares que, indignados, auxiliavam a
polícia. Arno travou, ainda, intenso tiroteio com seus perseguidores,
antes de tombar sem vida. Com dificuldade, a polícia impediu a
violação do corpo.

99
18/02/72

Benedito Monteiro da Silva

Cabo PM – São Paulo

Morto quando tentava evitar um assalto terrorista a uma agencia
bancária em Santa Cruz do Rio Pardo.
100
27/02/72
Napoleão Felipe Bertolane Biscaldi

Civil – São Paulo

Morto durante um tiroteio entre os terroristas Lauriberto José Reyes e
José Ibsem Veroes com policiais, na rua Serra de Botucatu, no bairro
Tatuapé. Nesta ação um policial foi ferido a tiros de metralhadoras
por Lauriberto. Os dois terroristas morreram no local.
101     06/03/72

Walter César Galleti
Comerciante – São
Paulo

Terroristas da ALN assaltaram a firma F. Monteiro S/A . Após o assalto
fecharam a loja, fizeram um discurso subversivo e assassinaram o
gerente Walter César Galetti e feriram o subgerente Maurílio Ramalho e
o despachante Rosalindo Fernandes.
102     12/03/72

Manoel dos Santos
Guarda de Segurança – São Paulo

Morto durante assalto terrorista à fábrica de bebidas Charel Ltda.
103

12/03/72

Aníbal Figueiredo de Albuquerque
Coronel R1 do
Exército – São Paulo

Morto durante assalto à fábrica de bebidas Charel Ltda., da qual era
um dos proprietários
104     08/05/72
Odilo Cruz Rosa
Cabo do Exército – PA

Morto na região do Araguaia, quando uma equipe comandada por um
Tenente e composta ainda, por dois Sargentos e pelo Cabo Rosa, foram
emboscados por terroristas comandados por Oswaldo Araújo Costa
“Oswaldão”, na região de Grota Seca, no Vale da Gameleira.
Neste tiroteio foi morto o Cabo Rosa e feridos o Tenente e um
Sargento.
Julgando que o Cabo Rosa estivesse desgarrado da equipe, o Tenente e
os dois Sargentos retiraram-se para Xambioá, a procura de atendimento
médico. Lá souberam, através de um   mateiro, que o Cabo Rosa tinha
sido morto e que “Oswaldão” dissera aos habitantes da região que
permaneceria mantendo guarda ao corpo do Cabo, até que ele
apodrecesse, e que o Exército não teria coragem para resgatá-lo.Foi
formada uma patrulha com a missão de localizar e resgatar o corpo do
Cabo Rosa.
A patrulha cumpriu sua missão, sem ser molestada pelos guerrilheiros
comandados por “Oswaldão”.

105     02/06/72
Rosendo

Sargento PM – SP

Morto ao interceptar 04 terroristas que assaltaram um bar e um carro
da Distribuidora de Cigarros Oeste LTDA.
106     29/06/72
João Pereira

Mateiro-região do Araguaia – PA)
“Justiçado exemplarmente” pelo PC do B, por ter servido de guia para
as forças legais que combatiam os guerrilheiros.

A respeito, Ângelo Arroyo declarou em seu relatório:

“A morte desse bate-pau causou pânico entre os demais da zona”.
107     09/09/72
Mário Domingos Panzarielo
Detetive Polícia Civil – RJ

Morto ao tentar prender um terrorista da ALN.

108     23/09/72
Mário Abraim da Silva

Segundo Sargento do Exército – PA
Pertencia ao 2º Batalhão de Infantaria de Selva, com sede em Belém.
Sua Companhia foi deslocada para combater a guerrilha na região do
Araguaia. Morto em combate, durante um ataque guerrilheiro no lugarejo
de Pavão, base do 2º Batalhão de Selva.
109
27/09/72

Sílvio Nunes Alves

Bancário – RJ
Assassinado em assalto ao Banco Novo Mundo, na Penha, pelas
organizações terroristas PCBR – ALN – VPR – Var Palmares e MR8. Autor
do assassinado: José Selton Ribeiro.
110
??/09/72

Osmar…

Posseiro – PA
“Justiçado” na região do Araguaia pelos guerrilheiros por ter
permitido que uma tropa de pára-quedistas acampasse em suas terras.

111
01/10/72
Luiz Honório Correia

Civil – RJ
Morto por terroristas quando do assalto a Empresa de Ônibus Barão de
Mauá
112
06/10/72
Severino Fernandes da Silva
Civil – PE

Morto por terroristas durante agitação no meio rural.
113
06/10/72
José Inocêncio Barreto
Civil – PE
Morto por terroristas durante agitação no meio rural.
114
21/02/73
Manoel Henrique de Oliveira

Comerciante – São Paulo

No dia 14 de junho de 1972, as equipes do DOI de São Paulo, como já
faziam há vários dias, estavam   seguindo quatro terroristas da ALN
que resolveram almoçar no restaurante Varela, no bairro da Mooca.
Quando eles saíram do restaurante, receberam voz de prisão e reagindo
desencadearam tiroteio com os policiais. Ao final, três terroristas
estavam mortos e um conseguiu fugir. Erroneamente, a ALN atribuiu a
morte de seus três companheiros à delação de um dos proprietários do
restaurante e decidiu justiçá-lo. O comando “Aurora Maria do
Nascimento Furtado” constituído por Arnaldo Cardoso Rocha, Francisco
Emanuel Penteado, Francisco Seiko Okama e Ronaldo Mouth Queiroz, foi
encarregado da missão e assassinou no dia 21 de fevereiro o
comerciante Manoel Henrique de Oliveira, que foi metralhado sem que
pudesse esboçar um gesto de defesa. Seu corpo foi coberto por
panfletos da ALN, impressos no Centro de Orientação Estudantil da USP,
por  interveniência do militante Paulo Frateschi. Manoel Henrique
deixou além de sua esposa, duas crianças pequenas, desamparadas, que
aguardam uma indenização do governo.

115
22/02/73
Pedro Américo Mota Garcia

Civil – Rio de Janeiro)

Por vingança foi “justiçado” por terroristas por haver impedido um
assalto contra uma agência da   Caixa Econômica Federal.
116
25/02/73
Octávio Gonçalves Moreira Júnior

Delegado de polícia – São Paulo

Com a tentativa de intimidar os integrantes dos órgãos de repressão,
um “Tribunal Popular Revolucionário” decidiu “justiçar” um membro do
DOI/CODI/II Exército.
O escolhido foi o delegado de polícia, Dr. Octávio Gonçalves Moreira
Júnior que viajava, No dia 23/02/73, o Dr. Octávio viajou de São Paulo
para o Rio de Janeiro e Bete avisou o comando terrorista da chegada do
delegado. Ficou decidido que iriam executá-lo no dia seguinte.
No dia 24, o Dr. Octávio foi à praia em Copacabana, e depois almoçou
com um amigo. Quando voltava do almoço, Bete fez o reconhecimento
visual do delegado e o apontou para os seus assassinos que se
encontravam num automóvel estacionado na esquina da Avenida Atlântica
com a rua República do Peru.
O Dr. Octávio morreu instantaneamente.
O comando terrorista seguiu à risca o ensinamento do manual de Carlos
Marighela que afirma: “guerrilheiros não matam por raiva, nem por
impulso, pressa ou improvisação. Matam com naturalidade. Não interessa
o cadáver, mas seu impacto sobre o público”.
Leia mais em Recordando a História /Justiçamentos

117     12/03/73        Pedro Mineiro

Capataz da Fazenda Capingo – Para       “Justiçado” por terroristas na
Guerrilha do Araguaia.
118             Francisco Valdir de Paula

Soldado do Exército-região do Araguaia – PA     Instalado numa posse de
terra, no município de Xambioá, fazendo parte de uma rede de
informações montada na área de guerrilha, foi identificado pelos
terroristas e assassinado. Seu corpo nunca foi encontrado.
Mesmo com tanto tempo já decorrido, alguma incorreção ainda pode
cercar algum nome aqui lembrado. Assim, rogamos ser informados de
eventual impropriedade.
119     10/04/74        Geraldo José Nogueira

Soldado PM – São Paulo  Morto quando da captura de terroristas. Mesmo
com tanto tempo já decorrido, alguma incorreção ainda pode cercar
algum nome aqui lembrado. Assim, rogamos ser informados de eventual
impropriede

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