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5.000 != 5.000 2013/02/20

Posted by alnbr - Revista de Opinião in 1.
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5.000 != 5.000

21 de Fevereiro de 2012 às 17:38

 

 

 

Um trabalhador assalariado que ganha R$ 5.000,00 por mês paga R$ 15.776,05 de Imposto de Renda por ano.

Um rentista, ou seja, uma pessoa que receba rendimentos do capital, na forma de dividendos ou distribuição de lucro do seu capital, e que receba os mesmos R$ 5.000,00 por mês, em um ano não pagará nada de Imposto de Renda.

Afinal, qual a diferença entre receber renda do trabalho ou do capital? Por que o trabalhador paga Imposto de Renda e o capitalista, não?

Considerando que normalmente o rendimento do capital é maior do que o rendimento do trabalho, podemos afirmar que as maiores rendas são isentas enquanto as menores são tributadas.

A falta de isonomia de tratamento tributário entre as rendas em função de sua origem é fator de INJUSTIÇA FISCAL.

Se um rentista é cobrado pelo que ganha por destinar sua propriedade para uso de terceiros, os terceiros irão pagar para o rentista a mais para  repor o que o rentista perdeu por ter pago impôsto.

Se é justo cobrar impôsto para “igualar as rendas” – a tal da justiça fiscal – então é MAIS JUSTO que não haja a propriedade privada para ser alugada: justiça fiscal para TODOS.

Mas também não haveria razão para haver salário – sem salário, sem impostos – justiça fiscal para todos.

Se não houver salários não haverá empregador – não haverá empresa – e tudo será produzido pelo Estado e distribuído para todos – justiça fiscal para todos.

… creio que já vi êste filme, mas se você ainda não viu, recomendo: www.SovietStory.com.

O fato de um pagar mais que o outro não é significativo, mas o VALOR SOCIAL DA PROPRIEDADE sim, pois o rentista poderia, simplesmente, ter um trabalho de R$ 5.000,00 e NÃO ALUGAR a propriedade, isto é, um outro “trabalhador” ficaria SEM CASA – NÃO TERIA SEU DIREITO À MORADIA ATENDIDO – enquanto o rentista poderia morar em vários lugares e poderia trocar de trabalho, tendo mais chances de aumentar sua renda, pois não teria problema de residir longe do trabalho, por exemplo, e aumentar o impacto do transporte público sôbre o salário que receberia do empregador.

O que você pensa quando vai empregar uma doméstica? Onde ela mora, pois a passagem é mais cara ou mais barata e você paga mais ou menos.

Assim, quando um rentista aluga sua propriedade para um trabalhador agrega ao valor venal de sua propriedade  o VALOR SOCIAL DA PROPRIEDADE na medida em que diminui o número de pessoas sem casa.

Sob o ponto de vista do Estado, qual o custo de oportunidade do valor da casa própria para o Estado construir uma para cada cidadão e qual o custo real para o Estado se a propriedade privada auto-regulada ofertar a demanda da sociedade?

Por isto é IMPOSSÍVEL fazer planejamento central em qualquer ramo da economia.

Cinco mil não têm o mesmo significado na mão de um trabalhador e de um agente de mercado pelo simples fato que no mercado o agente econômico AGREGA valor ao dinheiro, ao passo que no salário o trabalhador já agregou valor ao TRABALHO.

O valor agregado ao trabalho se esgota no trabalhador mas o valor agregado ao dinheiro se reproduz.

Como as responsabilidades são diferentes, entre o trabalhador e o empregador, assim como para o rentista, esta responsabilidade “a mais” – a mais-valia da responsabilidade – deve ser remunerada pelo mercado, ou todos irão trabalhar pela mesma responsabilidade, isto é, não haverá ninguém para assumir um trabalho diferente, MAIS responsável.

Como todos os trabalhos têm posições relativas de responsabilidades diferentes – é o mercado – alguém TEM de assumir uma responsabilidade MAIOR E SER REMUNERADO POR ISTO.

É por esta razão que não existem classes sociais ou conflito de classes, na medida em que as responsabilidade são diferentes e as CAPACIDADES de assumir tais responsabilidades também são diferentes e tais capacidades não criam uma classe social.

É por isto que o COMUNISMO (SOCIALISMO) É ESSENCIALMENTE CORRUPTO.

Porque os INCAPAZES QUEREM TER OS MESMOS DIREITOS QUE OS CAPAZES.

Por isto o mercado é o lugar onde alguém que tem algo para oferecer espera que alguém tenha um uso para o que oferta.

Se não tiver, acumula o prejuízo de não ter vendido nada e o tomador não teria gasto tal quantia.

Assim, o mercado se auto-regula.

Por isto a intervenção do Estado – govêrno – na economia é danosa para todos porque todos ficam impedidos de fazer seu melhor para o equilíbrio da oferta e da procura na medida em que devem satisfazer as imposições do Estado, ao invés de se ocuparem em satisfazerem suas próprias necessidades.

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