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A chorambulância petralha do feici e Gramsci 2013/01/02

Posted by alnbr - Revista de Opinião in 1.
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Porquê o facebook é uma chorambulância petralha e porquê ninguém quer, realmente, fazer nada mas não larga o feici?

Porque todo mundo quer ser lido, não importa o que escreva, porque não tem outro lugar no mundo onde possam publicar e … serem lidos.

Mas existem outras pessoas que sabem o que tem de ser feito se alguém quiser ter presença política.

E tiveram um bom professor.

Conheçam o pensamento do que pensava para entender o que fazem os operários da política e porquê eles fazem o que fazem.

Dá para ver que tem MUITO TRABALHO para ser feito, e o povo do feici não quer saber de FAZER nada; claro, querem fazer PALHASSEATA e gritar mugidos de ordem, porque com isto são politicamente corretos.

Mas estão tranquilos porque sabem que isto não serve para nada … bem …. estão … praticando militância …..

Cultura – http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=145882&id_secao=6

Gramsci nos Cadernos do Cárcere: Sobre o Partido

Como dirigente teórico e prático do movimento operário e comunista italiano, Antonio Gramsci tinha a perfeita noção do papel do partido, dotado de ideologia, linha política, ampla rede de militância, ligações profundas com as massas e uma organização de quadros capazes de centralizar, disciplinar e dirigir a luta pelo socialismo. Confira no texto que o Vermelho publica abaixo.

Cadernos do Cárcere: Sobre o Partido

Por Antonio Gramsci, em Quaderni del Cárcere
Traduzido do italiano por José Reinaldo Carvalho

[…] Quando se quer escrever a história de um partido político, na realidade enfrenta-se toda uma série de problemas, muito menos simples do que possa crer, por exemplo, Roberto Michels, que não obstante é considerado um especialista na matéria. O que será a história de um partido? Será a mera narração da vida interna de uma organização política? Como ela nasce, quais foram os primeiros grupos que a constituíram, quais as polêmicas ideológicas através das quais se forma o seu programa e a sua concepção do mundo e da vida? Tratar-se-ia, em tal caso, da história de restritos grupos intelectuais e talvez da biografia política de uma individualidade. A moldura do quadro deverá, porém, ser mais vasta e abrangente.

Deverá fazer-se a história de uma determinada massa de homens que terá seguido os promotores, terá apoiado com a sua confiança, com a sua lealdade, com a sua disciplina ou os terá criticado de maneira “realista” dividindo-se ou permanecendo passiva diante de certas iniciativas. Mas essa massa será constituída apenas dos aderentes do partido? Será suficiente seguir os congressos, as votações etc., isto é, todo o conjunto das atividades e do modo de existência com que uma massa de partido manifesta a sua vontade?

Evidentemente será necessário ter em conta o grupo social de que determinado partido é expressão e sua parte mais avançada: isto significa que a história de um partido não poderá deixar de ser a história de um determinado grupo social. Mas esse grupo não é isolado: tem amigos, afins, adversários, inimigos. Somente do complexo quadro de todo o conjunto social e estatal (e freqüentemente até com interferências internacionais), resultará a história de um determinado partido, por isso se pode dizer que escrever a história de um partido significa nada mais que escrever a história geral de um país do ponto de vista monográfico, para pôr em relevo um aspecto característico.

Um partido terá tido maior ou menor significado e peso, na medida em que sua atividade particular tenha pesado mais ou menos na história de um país. Portanto, eis por que do modo de escrever a história de um partido resulta o conceito que se tenha sobre o que é e deva ser um partido.

O sectário se exaltará com as questões internas, que para ele terão um significado esotérico e o encherão de místico entusiasmo; o historiador, embora dando a todas as coisas a importância que têm no quadro geral, porá acento sobretudo na eficiência real do partido, na sua força determinante, positiva e negativa, no haver contribuído para criar um fato e também no haver impedido que outros ocorressem.

O ponto de saber quando um partido está formado, ou seja, quando tem uma tarefa precisa e permanente, dá lugar a muitas discussões e freqüentemente também, infelizmente, a uma forma de arrogância que não é menos ridícula e perigosa que a “arrogância da nação”, de que fala Vico. É verdade que se pode dizer que um partido não está jamais completo e formado, no sentido de que todo desenvolvimento cria novas tarefas e obrigações e no sentido de que para certos partidos é verdade o paradoxo de que estarão completos e formados quando já não existirem mais, isto é, quando a sua existência tiver se tornado historicamente inútil.

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