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As classes sociais 10.000 anos atrás 2011/11/14

Posted by alnbr - Revista de Opinião in 1.
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A “burguesia1não é uma classe social, é o resultado da busca pela sobrevivência por meio da especialização da sociedade humana em atividades necessárias para atender às necessidades individuais e de grupo familiar (família biológica) onde cada indivíduo tem as mesmas necessidades que outro mas não tem as mesmas habilidades em supri-las, doando ao grupo suas habilidades em alguma tarefa ou atividade que outro indivíduo do grupo não tenha.


Assim, não existem SOMENTE TRABALHADORES na sociedade comunista, o que significa que NÃO É UMA SOCIEDADE “PROLETÁRIA”, pois mesmo nêste cenário (fictício) comunista existirão “proletários” que exercerão atividades que NENHUM outro proletário exercerá, isto é, estarão, os proletários, sujeitos à MESMA ESPECIALIZAÇÃO que condenam na “burguesia”.


Realmente, não é que se trate de algo ser errado por ser burguês, mas ser errado porque favorece a outrem. Se favorecer ao proletariado será “bom”. É uma mentira histórica e historicamente repetida ad nauseumpara tornar, a mentira, uma verdade.


Prática esta que é “mantra” Marxista: acuse aos outros do que você fizer.


Segundo Olavo de Carvalho2:


As pessoas normais consideram que o passado é algo imutável e que o futuro é algo de contingente ― “o passado está enterrado e o futuro a Deus pertence”, diz o senso-comum. A mente revolucionária não raciocina desta forma: para ela, o futuro utópico é um objetivo que será inexoravelmente atingido ― o futuro utópico é uma certeza; não pode ser mudado. Por outro lado, a mente revolucionária considera que o passado pode ser mudado (e ferozmente denunciado!) através da reinterpretação da História por via do desconstrucionismo ideológico (Nietzsche → Gramsci → Heidegger → Sartre → Foucault → Derrida → Habermas). Em suma: o futuro é uma certeza, e o passado uma contingência ― isto é, o reviralho total.”


A inversão da moral é uma ferramenta de construção do mundo do futuro e assim é explicado por Olavo de Carvalho:


Em função da crença num futuro utópico dado como certo e determinado, em direção ao qual a sociedade caminha sem qualquer possibilidade de desvio, a mente revolucionária acredita que esse futuro utópico inexorável é isento de “mal” ― esse futuro será perfeito, isento de erros humanos. Por isso, em função desse futuro utópico certo e dado como adquirido, todos os meios utilizados para atingir a inexorabilidade desse futuro estão, à partida, justificados. Trata-se de uma moral teleológica: os fins justificam todos os meios possíveis.“


Pode-se dizer que as ditas “classes sociais” surgiram na humanidade quando a necessidade de prover de alimentos a todo o grupo dependeu de haver alguém que fôsse “especializado” em plantar, outro em identificar o quê plantar, outro em ensinar, outro em fazer a segurança do grupo que faz o plantio, outro da colheita, proteger o grupo de invasores que quisessem se apropriar da produção, da prole, das fêmeas, etc.


Vê-se, pois, que a especialização das atividades da sociedade humana ANTECEDE a organização dos Estados em unidades econômicas, embora você possa dizer: “bem, existia UMA economia lá, afinal”.


Não, não havia, mas podemos ver a economia se olharmos para sociedade humana de 20.000 anos atrás considerando o que se sabe hoje do funcionamento de um sistema produtivo, e por conseqüência, distributivo.


Engels já concordava com esta afirmativa quando dizia: “Por bourgeois society, entendemos a fase do desenvolvimento social, em que a burguesia, a classe média, a classe industrial e comercial dos capitalistas, é a classe dominante, social e politicamente, o que é, presentemente, mais ou menos, o caso em todos os países civilizados da Europae da América. Ao utilizar as expressões : bourgeois society e industrial and commercial society, propomos, portanto, designar o mesmo estágio de desenvolvimento social”, isto é, afirma que a especialização de parcelas da sociedade humana deveu-se à necessidade de desenvolver-se, isto é, sobreviver e prover a comunidade tôda das condições de subsistência, o provimento dos bens e serviços necessários à sobrevivência.


Logo, ainda como Engels, as “classes sociais” não existem, pois DERIVAM da necessidade de evolução das comunidades humanas e da urgência em prover as comunidades dos produtos e serviços para a sobrevivência e por derivarem, biologicamente, não poderia ser de outro modo, o que significa que não existem as alegadas “classes sociais”.


Isto é, não há condições para ter acontecido diferente: os pobres SERIAM pobres, de qualquer maneira, e isto ter ocorrido NÃO É CULPA DE NINGUÉM. E os pobres TERIAM gerado mais pobres, de qualquer maneira, e isto ter ocorrido NÃO É CULPA DE NINGUÉM.


O fato de afirmarem que existem “classes sociais” é um êrro de compreensão da realidade biológica – a sobrevivência – e do mascaramento dêste êrro com uma “desculpa econômica”, a economia que não existia mas que é perfeitamente visível – a partir de agora – quando se olha para o passado tentando entender porquê as comunidades humanas sobreviveram e como conseguiram atingir êste objetivo sem os conhecimentos que temos hoje.


O fato de entendermos hoje, a partir da biologia – a Teoria Geral dos Sistemas é oriunda da biologia – que a economia existiu antes de sabermos o quê é uma economia não faz a economia que vemos no passado justificar acabar com a economia para instituir um sistema anti-econômico proletarista com base em mentiras ajustadas à Teoria da Evolução e à Mecânica Clássica para parecer razoável.


Um silogismo econômico que não se sustenta à menor crítica, quer sob o ponto de vista econômico, quer sob o ponto de vista da Lógica Formal.


O discurso baseado na mentira – criando conceitos que atendem ao objetivo pré-estabelecido, sem haver qualquer relação com a realidade – o re-Discurso Liberal, em que têrmos como “a burguesia, a classe média, a classe industrial e comercial dos capitalistas, é a classe dominante, social e politicamente”são cunhados para justificar chegar ao fim antecipado, apenas ressalta a verdade escondida na importação dos discursos validados da Ciência3– que a humanidade se desenvolveu a partir da especialização das populações para atender às necessidades de sobrevivência e que a reprodução da humanidade – a prole da cada grupo, ou família – se deu DENTRO DA COMUNIDADE onde estavam inseridos, criando assim a chamada “classe social”, que SEMPRE EXISTIU e SEMPRE SE REPRODUZIU dentro das mesmas comunidades, cada indivíduo dentro do grupo de onde se originaram seus predecessores.


Assim, é natural saber-se que o filho de um ferreiro teria GRANDES chances de ser um ferreiro – na verdade, se não se tornasse um ferreiro teria a quase certeza de morrer pois não seria mais útil à comunidade e passaria a ser um pêso no consumo dos produtos necessários à sobrevivência, sem a contra-partida de sua produção – e que as chances de um descendente ser diferenciado dentro da comunidade seria quase nula.


Isto não tem nada a ver com a “exploração capitalista”, pois o “capital” já poderia ser identificado há mais de 20.000 anos atrás e, assim, a “exploração do homem pelo homem” já seria a NORMA NATURAL, o que invalidaria tôda a teoria do proletarismo e a culpa do capitalismo.


Ou seja: quem é o “proletário” em 10.000 a.c e quem é êle hoje?


Se não havia um proletário há 10.000 anos atrás fica um pouco difícil localizar um hoje, pois trata-se do mesmo grupo humano vivendo nos mesmos lugares e sob as mesmas circunstâncias: tem de ter comida, água, abrigo e armas para se defender dos predadores e dos seus semelhantes que urgem pela reprodução de seus genes.


As fêmeas capitalistas e as fêmeas socialistas querem o MESMO macho alfa.


Sorte das capitalistas.


No comunismo os machos-alfa estariam, todos, no partido, e as fêmeas também, assim, a tendência de reprodução de alfas tenderia a diminuir e, no limite, os zeta tomariam conta de tudo.


Mais ou menos como eleger um torneiro-mecânico analfabeto funcional e corrupto para presidente de um país e, para “concertar”, eleger uma assaltante de bancos e sequestradora terrorista … arrependida … ?


Porque importar o discurso científico para provar sua teoria e recusar o mesmo discurso somente porque não consegue?


Assim, as “definições” que o Mensaleiro Mor Marx cunhou (moeda acadêmica falsificada) para justificar sua “solução final para o capitalismo”, especialmente a definição de burguesia4”, só faz evidente que não se trata nem de uma teoria da economia, nem da sociologia, já que propugnar pelo EXTERMÍNIO DA POPULAÇÃO DE UM PAÍS (e não foi somente de UM) para instalar o comunismo não me parece nada acadêmico nem econômico e tampouco teórico.


Dizer que uma “classe econômica”, que é a origem da cidade – uma gleba de terra cercada por um muro – muro que iria ruir assim que houvesse população especializada o suficiente para garantir a segurança do grupo sem a necessidade de cercar-se de um muro, ser a “classe econômica” do que viria a ser a mesma “cidade” séculos depois não me parece muito acadêmico.

1 Burguesia é uma expressão de origem francesa (bourgeoisu) apareceu no século XI, mas é no século XIII que começa a designar uma camada social específica, formada pelos detentores de fortunas essencialmente mobiliárias (comerciantes, industriais e controladores de dinheiro) e os membros das profissões liberais. É também por essa época que a burguesia, enriquecida pelo desenvolvimento dos negócios, ingressa na cena política. Com o aparecimento da máquina e do sistema industrial, o conceito de burguesia passou a designar o conjunto dos empregadores, em contraposição aos empregados. Assim surgiu a moderna distinção entre a classe burguesa (ou capitalista) e o proletariado; ambas as expressões são de uso corrente nas ciências sociais. Dá-se a denominação de ‘pequena burguesia’ às camadas sociais médias, compostas principalmente de pequenos comerciantes e funcionários. (Grupo 2 – 2H2). Internet em http://www.colband.com.br/ativ/nete/cida/linh/temp/glossari.htm, lido em sábado, 01 de outubro de 2011 às 13:18.




3 A Mecânica de Isaac Newton e a Teoria da Evolução de Charles Darwin.


4 s.f. Classe social dominante no regime capitalista, porque seus membros possuem ou dispõem dos meios de produção. (Esta noção opõe-se, assim, à de classe operária.) Categoria social que compreende as pessoas relativamente abastadas que não exercem qualquer ofício que implique trabalho braçal. (Compreende três categorias: a alta burguesia, que dispõe dos meios de produção; a média burguesia, que compreende os que possuem uma situação de certo destaque nas camadas superiores da economia, ou que exercem profissão liberal; a pequena burguesia, que compreende as camadas médias ou inferiores da indústria e do comércio, e todos aqueles que julgam seus interesses ligados aos da alta e média burguesia.) Consulta em http://www.dicio.com.br/burguesia/, em sábado, 01 de outubro de 2011 às 13:50.
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